Tanta vez que eu ja vi,
Lá fora um par sorri,
Com as mãos dadas ao luar.
D'uma luz, cobre-os como um véu,
Parecia quase a Luz do Céu.
Eu queria tanto amar,
Amar com tal fervor,
Eu queria tanto esse amor.
Mas sou um monstro e no meu véu,
Não desce nunca a Luz do Céu.
De súbito, um anjo sorriu para mim,
E deu-me um beijo sem nenhum pavor.
Ouso sonhar assim, com um secreto amor,
E quando o sino repicar,
A escura torre vai brilhar,
Vejo descer a Luz do Céu.
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