Amor VS Sexo


Amor… Amor… que palavra mais complicada: é tão complexa, tão delicada que, por vezes, a maior parte das pessoas nem a consegue proferir. Parece que fica presa na garganta. É uma palavra que não se aprende, sente-se. Sentir amor… quem me dera! Ai a falta que eu sinto de amar alguém e de alguém que nos ame de volta, alguém que nos segura nos seus braços e sentimo-nos a pessoa mais protegida do mundo, alguém que nos dê carinho e mimo, alguém que esteja sempre ali para quando precisarmos. Mas o amor é fodido, principalmente para quem tem dificuldade em amar, para quem não faculta a entrada de outra pessoa na sua vida, e para quem não quer voltar a magoar-se (como eu).

Por isso alguns refugiam-se no sexo, esse desejo carnal que nos ilude por momentos, que nos recreia apenas fisicamente. Não quero com isto dizer que acho que o sexo seja um infortúnio, muito pelo contrário. O sexo é algo são e divertido. Fazer sexo com um desconhecido dá uma epinefrina do caraças, é selvático e não fere o coração mas é inconsciente; fazer sexo com amigos é algo divertido, provocante e desafiador mas há o receio de nos apaixonarmos e de modificarmos a amizade; fazer sexo com a pessoa que amamos é seguro, apaixonante, idealizado e excitante mas sensabor.

Por isso, penso que o sexo e amor são coisas completamente dissemelhantes. O sexo faz bem ao corpo, o amor faz bem ao coração. O sexo é fogo, o amor é água. O sexo é um leão, o amor é um cachorrinho. O sexo só dói a primeira vez, o amor dói para sempre.

Por isso resultado final: Sexo – 2, Amor – 2 (g.p.: 5-3). Eu escolho o sexo porque sou uma pessoa de coração indefeso e indigente mas com grande fogo no corpo. Se eu queria que ganhasse o amor? Obvio que queria, porque é por ele que eu luto, é por ele que eu sofro, é nele que eu penso todas as noites e é dele que eu preciso.

Sem comentários:

Enviar um comentário